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Obesidade: novo protocolo do MS inclui terapia combinada para casos graves
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Obesidade: novo protocolo do MS inclui terapia combinada para casos graves

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Dra. Renata Vieira Magalhaes

Publicado em 26 de maio de 2026

1 min de leitura

O Ministério da Saúde publicou em maio de 2026 o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde. A atualização representa uma mudança paradigmática na abordagem da doença, reconhecendo-a oficialmente como condição crônica multifatorial que requer intervenção farmacológica combinada com acompanhamento multidisciplinar intensivo em casos mais graves.

A principal inovação do protocolo é a incorporação de medicamentos análogos do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) para pacientes com índice de massa corporal acima de 35 ou acima de 30 com comorbidades associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono. Estudos clínicos demonstram que esses medicamentos, quando associados a mudanças no estilo de vida, podem resultar em perda de peso de 15% a 20% do peso corporal inicial, reduzindo significativamente riscos cardiovasculares.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a obesidade afeta atualmente 28% da população adulta brasileira, com tendência de crescimento. A doença está associada a mais de 200 comorbidades e representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, principal causa de morte no país. O novo protocolo estabelece critérios rigorosos para prescrição, exigindo avaliação por equipe multidisciplinar composta por endocrinologista, nutricionista, psicólogo e educador físico.

A ANVISA aprovou recentemente versões biossimilares de análogos de GLP-1, o que deve reduzir custos e viabilizar o acesso na rede pública. O Ministério da Saúde estima que cerca de 2 milhões de brasileiros se enquadram nos critérios estabelecidos pelo protocolo. A implementação será gradual, com priorização de casos mais graves e regiões com maior prevalência da doença.

O CFM alerta que esses medicamentos não são indicados para emagrecimento estético e que seu uso inadequado pode causar efeitos adversos graves. O protocolo estabelece monitoramento rigoroso, com consultas mensais nos primeiros seis meses de tratamento. Para os pacientes, a recomendação é buscar orientação médica especializada e evitar a automedicação, prática que tem crescido de forma preocupante com a popularização desses medicamentos nas redes sociais.

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