WhatsMEDWhatsMED
Imunoterapia celular para câncer expande cobertura no SUS
Voltar para NoticiasOncologia

Imunoterapia celular para câncer expande cobertura no SUS

DR

Dr. Renato Nunes Ferreira

Publicado em 27 de maio de 2026

2 min de leitura

O Sistema Único de Saúde deu passo histórico ao incorporar terapias com células CAR-T para tratamento de neoplasias hematológicas refratárias. A partir de junho de 2026, pacientes com linfoma difuso de grandes células B e leucemia linfoblástica aguda que não responderam a tratamentos convencionais poderão acessar esta tecnologia revolucionária em cinco centros de referência nacionais.

A terapia CAR-T (Chimeric Antigen Receptor T-cell) representa um dos maiores avanços da oncologia moderna. O tratamento consiste em coletar células T do próprio paciente, modificá-las geneticamente em laboratório para reconhecer e atacar células cancerígenas específicas, e reinfundi-las no organismo. Taxas de remissão completa superam 80% em pacientes elegíveis que falharam outras terapias, segundo dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

Os centros habilitados incluem o INCA no Rio de Janeiro, Hospital das Clínicas em São Paulo, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Hospital Sírio-Libanês em Brasília e Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com o SUS. Cada centro passou por rigoroso processo de certificação que avaliou infraestrutura laboratorial, equipe multiprofissional especializada e capacidade de manejo de eventos adversos graves.

O processo de seleção de pacientes é criterioso. Oncologistas devem avaliar múltiplos fatores incluindo tipo específico de neoplasia, número de linhas terapêuticas prévias, status funcional do paciente e ausência de contraindicações. A avaliação é feita por comitê multidisciplinar que inclui oncologista, hematologista, intensivista e especialista em terapia celular.

Eventos adversos exigem vigilância rigorosa. A síndrome de liberação de citocinas ocorre em até 80% dos pacientes, variando de manifestações leves a quadros graves com instabilidade hemodinâmica. Neurotoxicidade pode surgir em 30-40% dos casos. Por isso, todos os centros habilitados possuem UTI especializada e protocolo padronizado de manejo desenvolvido em conjunto com o Ministério da Saúde.

O custo estimado por tratamento varia entre R$ 800 mil e R$ 1,5 milhão, tornando a incorporação ao SUS um investimento significativo mas justificável pelos resultados clínicos. A medida posiciona o Brasil como líder em medicina de precisão na América Latina e oferece esperança real a pacientes anteriormente sem opções terapêuticas curativas.

WhatsMED

Fale agora com um especialista

Consultas online 24 horas, prescricao digital e atendimento humanizado. Comece sua jornada de cuidado em poucos minutos.

Continue lendo